sexta-feira, 23 de junho de 2017

S. João




Normalmente não passo o S. João no Porto, porque não tenho espírito para me meter no meio da multidão, de martelo ou alho em punho e aproveito o feriado para procurar paragens tranquilas.Este ano, porém fico por aqui.

Sei que o defeito é meu, sei que sou uma  chata para essa convivência forçada, mas nada a fazer.
Sou como sou e não mudo.


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Neste dia come-se sardinhas assadas e dessas gosto muito, embora não saiba prepará-las devidamente - nem queira pois iria impregnar a casa com o seu perfume bárbaro.
Por isso, fui comê-las, ao almoço, ao restaurante O António, em Leça e gostei.
Por este ano, chega de sardinhas.

À tarde, fui à Baixa onde não punha os pés há meses.
Comi um geladinho no Santini, subi a Rua dos Clérigos, pasmei com a fila de turistas querendo entrar na livraria Lello, ouvi música altíssima das bandas que se preparam para animar a noite, cruzei com dezenas, centenas de turistas e fugi para o sossego da minha casa.

Quando cheguei, aproveitei para entrar no site da Zara onde hoje começaram os saldos e onde perdi a cabeça!
Soube-me bem!
Quando chegar a encomenda, se não gostar, se o entusiasmo tiver passado, devolvo!

Preparo-me agora para a noitada que, aqui em casa,  durará p'ra aí até à meia noite (sou uma noctívaga!) e saboreio o silêncio e a tranquilidade deste meu espaço.

Não sou exemplo p'ra ninguém, bem sei!

Tenham um hiper, mega, super  divertido S. João.

Beijo
Nina

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Cocktail de camarão



É uma entrada fresquinha, muito adequada a estes dias quentes, com o seu quê de exótico, embora de complicado não tenha nada.


A graça está nas taças/ copos.

Na verdade trata-se de uma taça com pé alto, bojuda, onde se coloca gelo picado.
Sobre ele, encaixado na taça, uma segunda que ficará em contacto com o gelo e na qual se colocará o cocktail propriamente dito.

Comprei estas taças há muitos, muitos anos no El Corte Inglês de Vigo - a cadeia. então, não se encontrava ainda instalada em Portugal.
Na altura comprei apenas seis o que acaba, frequentemente, por limitar a sua utilização, sempre que os comensais são numerosos.
Hoje, porém, ao almoço, éramos apenas três e por isso concretizei uma saudedezinha que trazia no peito.


Funciona como entrada, mas pode perfeitamente ser prato principal e único. Tudo depende da contabilidade calórica.


Hoje foi entrada, seguida por Bacalhau com Broa e Batatas a Murro que os comensais eram magrinhos mas com grande apetite.

Voltando ao cocktail.
Usei camarões grandes congelados e descascados que cozi durante 3 minutos em água fervente, muito salgada e apimentada.
Retirei e reservei.
Na mesma água cozi carabineiros para enfeitar - 3 por taça. Também e apenas durante 3 minutos. Descasquei-os conservando a pontinha da cauda para embelezar o prato. (As cabeças foram bem fervidas e o caldo resultante guardado para mais tarde utilizar - numa sopa de marisco, por exemplo).

No fundo de cada taça coloquei alface cortada em juliana , misturada com cubinhos de maçã.

Na altura de servir, enchi com gelo picado a taça exterior. Coloquei a superior com a alface e a maçã. Sobre elas o camarão menor misturado com uma embalagem de molho para cocktail. Finalmente enterrei os carabineiros descascados.
Servi com vinho branco gelado.
Foi um sucesso.

O molho de cocktail pode ser preparado em casa a partir de molho de maionese com ketchup e alguns temperos mais.
Na minha opinião não vale o trabalho, porque o de compra é excelente, muito saboroso, prático e sai sempre bem.
Sei-o porque, nas minhas primeiras incursões na cozinha, quando era mais papista que o papa, fazia questão de preparar tudo de raiz. Não vale a pena, repito.

Ultrapassada esta etapa, este prato com aspeto sofisticado é, afinal, coisa muito simples, muito elementar e garantidamente delicioso.

Bom para o almoço de fim de semana, se não houver praia!

Beijo
Nina

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Verão



O tempo não pára!
Para trás ficou o sábado de todas as calamidades, de todos os horrores e, embora os incêndios não se encontrem ainda extintos, a reconstrução já começou.
Se as vidas são irrecuperáveis, o património dos sobreviventes está sendo cuidado. Há vontade política - comoveram-me profundamente as lágrimas da Ministra de Administração Interna, a voz embargada do Presidente da República e do Primeiro Ministro ... - há solidariedade, há movimento no sentido de que tudo seja feito para que a calamidade não se repita.

Eu acredito profundamente na bondade destas intenções.
Eu acredito!
E acreditar apazigua a minha angústia.

Aos poucos, a vida retoma o seu ritmo, os seus rituais.
Depois de dois dias vazios em que não tinha vontade de nada, hoje comecei a reagir.
Saí!

O dia foi mais fresco apesar da chegada calendarizada do Verão.
Jardinei!
Interessei-me!
E estar interessada é saudável, é bom em todos os sentidos.
É acreditar que a vida continua!



De um vasinho minúsculo, colhi parte da safra.
São tomates cherry tão doces como o seu próprio nome.

Coloquei estacas que suportarão os caules para futuras produções que seguramente virão.


Apanhei também esta dália ...

... que agora alegra a mesa da cozinha 


Pena as formigas - essas chatas - que vieram juntas (mas já lhes tratei da saúde ...)


Este ano,  apostei nos bolbos.
Comprei um saco com o rótulo "GLADÍOLOS".



E não é que sim?
Não é que são mesmo gladíolos?
De um rosa lindíssimo!

Plantei-os no espaço livre deste vaso onde habita um crisântemo  - neste momento sem flor. Só em Novembro, nos rigores do Outono, florirá.
Ao lado, garrafas vazias - para quê?
Para improvisar regas sempre que necessário. É só enchê-las de água e, em seguida, enfiar o gargalo na terra - funciona que é uma beleza.

Os bolbos eram muitos. Por isso espalhei-os por diversas floreiras e vasos ...

Todos estão a abrir, lindos como só eles!
Um afago para os meus olhos e para a minha alma.


Tenham um feliz Verão!
Que cada dia seja um cântico à vida, à esperança, à alegria!
Precisamos muito de nisso estar focados.

Beijo
Nina

domingo, 18 de junho de 2017

Do fim de semana



Este, o último fim de semana, foi passado em Inglaterra, na companhia dos meus amores.

Escusado será dizer que foi fantástico, fabuloso, maravilhoso ... e que voou!
Passou demasiado depressa como sempre acontece com os momentos muito bons.

A ajudar, lá, naquela ilha dada às chuvas, aos frios e aos nevoeiros, o tempo esteve excelente, quente mesmo, com um esplendoroso céu azul.

A estadia resumiu-se, em 95% da sua extensão a ficar em casa.
Nos restantes 5%, saídas curtas e rápidas - para um café, para uma compra, para pouco mais.

Ainda em casa, da janela do meu quarto, esta a paisagem/ o quadro/ a pintura:




 É lindo, não é?

Muito verde, céu azul, casinhas tipicamente inglesas, silêncio, canto dos pássaros e esquilos correndo livremente.
Uma espécie de paraíso, portanto.

No centro da vila, lojinhas tradicionais, pubs e cafés:










Não é por ser um espaço público que os cuidados com a decoração são esquecidos.
Nem pensar!
Há pinturas e espelhos nas paredes, plantas, louça escolhida e uma varanda aberta para os adoradores do sol.

Gosto muito mais destas comunidades pequeninas do que das grandes cidades onde me sinto engolida pela multidão.



Depois, implacavelmente, o relógio forçou-nos a seguir para o aeroporto.
Como, quanto eu detesto aeroportos!
São tempos infinitos de espera, num nervosismo de atenção para cumprir com todos os preceitos.
Comigo, pessoalmente, as contrariedades iniciram-se depois de checkin, - retirei cinto, telemóvel, dinheiro, computador, óculos e relógio. Ainda assim, apitei. Fiz soar os alarmes e fui "radiografada", apalpada e revistada. Continuei apitando. Tirei os sapatos. Os sapatos foram radiografados. Por fim, fui liberada.

Procurei acomodação perto de um painel que olhei cada 5 minutos - a dizer a verdade mal tirei os olhos dele.


E que vi?


O terrível aviso - please wait!


Terrível e de má memória, porque da última vez que tal li, esperei 3 horas até receber a sentença:
- O voo foi cancelado!
Assim!
Foi muito complicado!
Foi no ano passado!
Regressei no dia seguinte, com um voo caríssimo.
O que vale é ter reclamado. Reclamado muitas, muitas vezes. Finalmente enviaram-me um cheque de 500€ como indemnização, o que deu para pagar as passagens que entretanto comprara.

Compreendem agora o motivo da minha preocupação ao ler "please wait"?
Felizmente tudo não passou disso mesmo. O voo realizou-se embora com 1 hora de atraso.

Estas as imagens do meu tédio e da minha preocupação:






Reafirmo:
-Não gosto de aeroportos, nem de aviões!
Só que, às vezes não há como evitá-los!

Beijo
Nina

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Para um bebé!




Para uma mantinha

AQUI - de onde não consegui copiar qualquer imagem -  encontrei vários modelos grátis, cada um mais bonito do que o outro, para presentear um bebé que esteja para chegar ou já tenha chegado.

Já sei que posso comprar por pouco dinheiro, modelos prontos, nas mais diversas cores e feitios,  mas ... não é a mesma coisa.

Dado que o material necessário é diminuto, é só escolher de entre as 25 propostas apresentadas e com um restinho de lã esquecido no fundo da gaveta, pode-se começar ainda hoje um novo trabalhinho.

Para mim, poucas sensações são melhores do que :

-COMEÇAR!

Oh! coisa boa!
Deve ser por isso que tenho um monte de projectos iniciados.
Em minha defesa, asseguro:
- Acabo por terminá-los a todos!

Ainda não me decidi. O meu coração balança entre tantas ofertas deliciosas.
Mas há que escolher, já que não posso (como gostaria) iniciá-los a todos.

Depois conto!

Beijo
Nina






quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sou uma privilegiada!

Sou uma privilegiada porque ...




... posso dar longos passeios junto ao Rio Douro ...

... porque percorro este passadiço exclusivamente reservado a peões, na maior tranquilidade ...

... porque está calor, mas não demasiado e posso refrescar-me com a brisa marítima ...

... porque , nesta paz, a vida me parece bela ...


... porque o chappéu é lindo e foi baratíssimo, na Feira de Cerveira - esse santuário da moda ...

... porque o meu rio é cruzado por barcos ...

... que me transmitem  alegria ...

... e vida ...

... porque a paisagem é a mais fantástica de todo o mundo ...

... porque é única e irrepetível ...

... porque a economia cresce ...

... porque cada vez se constroem mais barcos.


Sou uma privilegiada.

Beijo
Nina

terça-feira, 13 de junho de 2017

OIA



No sábado passado, uma vez mais rumámos a norte- a Cerveira ... where else? -  onde, depois de umas comprinhas optámos por almoçar em Espanha, em Oia, local de todos os encantos :

- Na Casa Henriqueta come-se maravilhosamente;
-O restaurante rústico é encantador;
- O atendimento não podia ser mais simpático e atencioso;
-A paisagem, com todo o Atlântico a nossos pés é de cortar a respiração;

- Só vantagens, portanto.

Porém, fizemos uma pequena alteração, substituindo o passeio à beira mar, depois do almoço, por um passeio na aldeia tipicamente galega, com as suas casas em granito e profusão de flores.

Mais revelador do que as palavras são as imagens.
Ora vejam:




Sala de jantar - paredes em granito e dois banquinhos também em pedra junto à janela.
Entre eles um magnífico ramo de hidrângeas.

A lareira apagada que o calor aperta, ladeada por jarras de flores.

Creio que são agapantos - será este o nome correcto?

Das traves do tecto, um candeeiro em ferro, rústico - totalmente adequado ao ambiente.

Nas paredes em pedra aparente, os quadros modernos não destoam

Aqui, a representação da própria Casa Henriqueta.

Depois chegou a comidinha, sempre espetacularrmente fresca ... são zamburinhas daquele mar !

E pimentos padrão, "uns picam, outros não!"
Estes estavam deliciosos , nenhum picou e foram todos devorados.


A seguir pedimos dourada, também ela magnífica.
Sobremesa, dispensámos.
Terminámos com um café.

E fomos passear pela aldeia:

Muito tranquila ...


,,, com poucos turistas.

A arquitectura é simples, mas genuína, bem galega ...

Outro restaurante, que nunca experimentei, porque tenho dificuldade em trocar quando os lugares me encantam.



Seguramente que não se encontram habitadas ...

... e até estão à venda, estas construções bem antigas.

Típico da Galiza são os espigueiros, local onde, como o nome indica, se guardavam os cereais.
Creio que actualmente a sua função é meramente decorativa.
Este encontrava-se num jardim, debruçado sobre o mar e rodeado de flores - um espanto!

Deixo pois a sugestão:



Oia!
É lindo!
É perto!


É quase Portugal. Basta atravessar o rio Minho, seguir ate A Guardia e depois, a marginal!
Nenhuma dificuldade.

Beijo
Nina