quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Madeixas, mechas, nuances, transparências, luzes ...


Chame-se lá o que se chamar, este é um suplício  procedimento a que alegremente nos sujeitamos

em nome de um cabelo bonito.

Sou alérgica a tintas no couro cabeludo. Já insisti e o resultado chegou a ser assustador, de tal modo que me conformei a mostrar cabelos brancos semeados na cabeleira. Não são muitos, porque tive a sorte de ter sido favorecida pelos genes, mas estão lá . E eu não gosto.

Já que a necessidade aguça o engenho, facilmente cheguei a esta solução que (quase ) só tem vantagens. A saber:
- Só retoco as raízes da frente de 2 em 2 meses;
-Só em cada 6 meses "faço" a cabeça toda.

Perante a exigência imposta a quem pinta que se vê na obrigação de retocar as raízes cada 2 ou 3 semanas, este processo é incomparavelmente mais cómodo.

Então onde está o "suplício"? - perguntarão.

_ no tempo, no tempo imenso que demora a ser concluído - esclareço.

Com o cabelo ainda seco, inicia-se a cirurgia - são mechas finíssimas escolhidas, pintadas e embrulhadas em papel de alumínio.
Demoooooora!

Depois é necessário deixar que a tinta atue!
Demooooora!

Só então a especialista que, entretanto, examinou madeixa por madeixa, determina se é tempo de retirar a papelada e lavar.
Segue-se um banho qualquer;
Depois o hidratante que atua looooooongamente.
Só então o cabelo é lavado
Depois, seco.
E só depois, finalmente, estou pronta!

Fantástica e loira, mas com uma dor no pescoço considerável.
Mas valeu a pena, não valeu?

Beijo
Nina

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Chegou aquela época do ano ...


... quando, por muito que me custe - e custa-me imenso - tenho que trocar as roupas da estação passada pela que agora se inicia.

O ideal (inatingível) seria não me ver forçada a estas mudanças, mas ... o que fazer?
Cada um é como é e eu sou assim, gosto de roupa, gosto muito de roupa, acabando por ter mais do que o necessário.
Mas, já agora, entremos num debate filosófico:
- O que é o necessário?
- Quem sabe a resposta?
- O necessário para mim é, seguramente, supérfluo para outra pessoa.

Posto isto, adaptemo-nos à realidade, por outras palavras ... é o que temos!
Eu, pessoa que gosta de roupa e cai em frequentes tentações. Sempre assim fui e receio que sempre assim (alegremente) serei.

Portanto, quando os primeiros frios e as primeiras chuvas se anunciam ... troco tudo.

Foi o programa da tarde de ontem.


As calças (que se vêem em primeiro plano) são uma feliz excepção porque com ou sem casaco vestem-se durante todo o ano.

Já com os casacos a coisa fia mais fino - os de linho são arrumados esperando clima mais ameno.
Estes, apesar das cores suaves, são para o Outono/Inverno

Em gavetas fundas, guardo malhas volumosas por duas razões:
-1º porque ocupam imenso espaço se penduradas;
- 2º porque deformam no cabide, ao nível dos ombros.

Dobro as malhas e agrupo-as em três colunas, sabendo de antemão que dentro de semanas estarão todas misturadas.

Descobri um blazer "príncipe de Gales" antiquíssimo - o que prova que fiz muito bem em guardá-lo.
O vermelho é também do tempo da Maria Cachucha - deve ter uns bons 20 anitos ... e está na crista da onda em termos de moda.



Estes objetos informes são caixas desmontadas.
Nelas guardo roupas que não estão a uso.
Vão hibernar até ao próximo Verão.
E as meninas?
São umas princesas bem comportadas que dispensam esta confusão porque são moderadas nas compras ou são como eu?
As duas possibilidades estão super corretas! Não poderiam estar mais certas!
Chama-se direito de escolha e ainda bem que existe.

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Antigo



Gosto do antigo, de muitos aspetos dos outros tempos, dos tempos em que se vivia mais lentamente, quando havia "tempo", disponibilidade para  afazeres que tornavam a vida mais bonita.
Não confundir com saudosismo, por favor.

É devido a esse gosto que me perco nas feiras de rua e nas lojas de caridade, resgatando tesouros - que provavelmente não passam de tralha, para quem deles se pretende desfazer.

Vem isto a propósito de lençóis - que adoro imaculadamente brancos, concedendo muito esporadicamente, uma leve corzinha.

De vários enxovais que fui herdando, e do meu próprio, acumulei uma tal quantidade que me parece impossível vir a ter necessidade, algum dia, de comprar lençóis novos - embora, às vezes, face à oferta da Zara Home, me apetecesse verdadeiramente alterar o espólio.

Infelizmente, algumas das preciosidades herdadas, pecam de defeito grave - são demasiado estreitos para as camas da actualidade. Tirando isso, são incomparáveis em beleza, como este:


É 100% algodão, por isso muitíssimo confortável ...

Na ponta, foi-lhe aplicada uma renda ...

... igual ao entremeio!


Dá um trabalhão !
Depois de lavado é passado a ferro com vapor ...

... ficando impecável!


Aqui, coloquei a colcha em tons pastel que aquece na medida certa, neste clima incerto.
Já tinha sido mostrada AQUI!

Para que não restem dúvidas da propriedade, um monograma bordado a branco completa o conjunto.



Da colcha, que não destoa, o pormenor dos pompons na borda.


Sou assim!
Antiiiiiiiga, não sou?

Beijo
Nina


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mirador de Ezaro

Saindo de Finisterra em direção a Santiago de Compostela deve optar-se pela estrada marginal que se desenrola ao longo das rias. É um espetáculo a não perder.

Sucedem-se as baías e as praias de areia branca e água cristalina e a dada altura, encontra-se uma subida para o interior , apontando Mirador de Ezaro.

É uma subida muito íngreme que termina num planalto com uma vista deslumbrante.









Junto ao mirador, um monumento ao ciclista.
Haja pulmão e principalmente pernas para vencer esta encosta a pique!

Aldeias, foz do rio e o mar ...

Uma verdadeira foto de calendário.


Quase não me apercebera de que tinha estas fotos.
Felizmente vi-as a tempo, antes de limpar o cartão. Seria uma pena mandar para o lixo esta beleza.

Beijo
Nina


domingo, 15 de outubro de 2017

Do fim de semana ...




Do fim de semana que está quase a acabar tenho memórias, gratas memórias!
Fomos a Finisterra, lá na Galiza, um Cabo por muito tempo e por muitos considerado o lugar onde a terra acaba.



AQUI pode ler-se:

"Os romanos pensavam que este era o ponto mais ocidental da terra e, portanto, era aqui que o mundo acabava. Era o "finis terrae"Porque razão alguém viria ao fim do mundo?
Talvez porque o Cabo Finisterra esconde o verdadeiro segredo da Costa da Morte: paisagens agrestes e praias impressionantes, umas (ao abrigo do cabo) de águas tranquilas e outras de forte ondulação, como a Mar de Fora, uma das praias mais selvagens da Galiza. E a grande atração de todos os tempos: o por-do-sol sobre a imensidão do oceano, o mar do fim do mundo."



Numa rocha, sobre o precipício o símbolo principal dos caminhantes - uma bota.


Na Galiza, terra de muito granito, abundam os cruzeiros, os espigueiros e os paços .



O Farol!



Aqui em evidência ,,,



... e mais um cruzeiro.


Finisterra é uma pequena aldeia que vive das peregrinações e do turismo.
Fica a 4 Km do Cabo e possui praias belíssimas de fina areia branca e águas transparentes.
O mar é calmo, porque, na verdade se divide em rias protegidas, formando amplas baías. São as Rias Altas, verdadeiros paraísos com clima ameno.



Apesar de estarmos em pleno Outono, a zona fervilhava de turistas que arriscavam ir até à água para despedida, que o Inverno não tarda.




Na própria aldeia, multiplicam-se os cruzeiros ...





Este, invulgar, porque apresenta duas faces distintas.








A aldeia em si, é muito modesta, sem atractivo de maior ...



... com esta excepção - um monumento ao povo galego!



No Cabo, junto ao farol, a paisagem é impressionante ...


Esperámos o pôr do sol ...

Junto esta imagem da vegetação quase aquática - daria um quadro que não hesitaria em colocar numa das minhas paredes.

Até que as horas avançaram e tudo se transformou:
Não há como descrever o espetáculo. Não há!
Olhem:





A multidão reúne-se junto à escarpa e - acreditem! - faz-se silêncio.
Um emocionado e respeitoso silêncio face ao incrível poder da Natureza.

Fez-se frio e fez-se noite.

Fomos jantar!
O quê?
Pois que mais poderia ser?
Jantámos o que o mar generosamente fornece.





No outro dia, pela manhã - uma gélida manhã - partimos.




Embora a oferta seja abundante, só conseguimos alojamento aqui, no Hotel Arenal que, embora modesto é muito limpo, oferecendo um pequeno-almoço completamente satisfatório.
Foi uma experiência sem traumas. Aliás já tenho tido muito mais razões de queixa noutros locais que se pretendem "finos"


Não esquecerei, não quero esquecer este pôr do sol único.

Foi uma espécie de adeus ao sol, ao Verão, ao calor.

Parece que amanhã a temperatura descerá 16 graus (?????) e vai começar a chover.

Tenham uma feliz semana.

Beijo
Nina

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Bolo Andaluz





Conforme já repetidamente referi, eu e os bolos temos uma relação muito especial - gosto de os preparar, gosto do perfume que deixam na casa e gosto da primeira fatia... já são três gostos! Por isso continuo a ser boleira.

Nesse capítulo tenho sempre, mas sempre, presente, a preocupação de utilizar ingredientes que por aqui estejam, evitando desperdícios. Essa preocupação aplica-se com principal incidência na fruta que, se se aproxima de um estado de maturação perigoso, salta para um bolo.

Tenho ainda uma fidelidade quase exclusiva a um livro de cozinha, para mim uma bíblia, um tratado - O LIVRO DE PANTAGRUEL!
O indiscutivelmente melhor.
É por isso que repetidamente aconselho as cozinheiras inexperientes a, no caso de apenas poderem comprar um, que comprem este.

Foi com ele que me iniciei verdadeiramente, foi o meu mestre, o meu inspirador.

Quando me foi oferecido, a escolha era restrita, ao contrário do que acontece hoje - há milhares de ofertas, umas melhores do que outras, umas cópias de outras e outras seguramente excelentes.
Só que não preciso delas. De nenhuma delas, porque tenho o meu PANTAGRUEL.

Com o uso, acabou por se estragar e precisou de encadernação. Foi então que decidi revisti-lo com esta capa:






... e assim se tem mantido.

 Sempre que me dou conta de produtos a que dar destino, recorro a ele, ao meu adorado PANTAGRUEL.

Foi o que ontem ocorreu - reparei que uma quantidade considerável de amêndoas descascadas aguardavam vez para serem utilizadas.
Decidi-me pelo BOLO ANDALUZ.
Uma maravilha!



Muito fácil de preparar, recorri à Bimby para reduzir as amêndoas a pó.
Não utilizei nozes - foram, portanto 250 g de amêndoas!


Assou em forma de silicone, deixei que arrefecesse, desenformei e polvilhei com icing sugar ...

Cresceu bem e resultou leve e fofo 

Nada seco ...

E isso deve-se à pouca quantidade de farinha e à oleosidade das amêndoas!

Então é assim:
- Têm amêndoas ou nozes ou nozes e amêndoas?
-Não hesitem! Arrisquem no BOLO ANDALUZ!
(Por que carga de água terá este nome?)
Não interessa!
É bom que se farta. Tão bom que, desta vez, suspeito, não me limitarei à primeira fatia.

Beijo
Nina